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Inflação desacelera com queda nos preços dos alimentos

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Inflação desacelera com queda nos preços dos alimentos

A inflação oficial registrou alta de 0, 16% em junho, o menor índice desde outubro de 2025, influenciada pela primeira queda nos preços dos alimentos desde novembro do mesmo ano. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula alta de 4, 64% em 12 meses, ainda acima da meta do governo, mas mostra desaceleração pelo quarto mês consecutivo.


Os alimentos foram o principal grupo a pressionar a inflação para baixo, com queda de 0, 24%, destacando a alimentação no domicílio, que ficou 0, 39% mais barata. Produtos como café moído frutas, carnes, açaí, óleo de soja e tomate registraram reduções significativas, refletindo maior oferta e devolução de altas recentes. Essa deflação é a primeira desde novembro de 2025 e a mais baixa desde agosto do mesmo ano.


Por outro lado, o grupo habitação apresentou a maior pressão de alta, com aumento de 0, 63%, principalmente devido ao custo da energia elétrica, que subiu 1, 53%. A manutenção da bandeira tarifária amarela e reajustes em algumas capitais contribuíram para esse aumento, que impacta a inflação média nacional. No segmento de transportes, as passagens aéreas subiram 7, 12%, enquanto os combustíveis ficaram mais baratos, com destaque para o etanol, que caiu 3, 09%.


O índice de difusão da inflação foi de 54%, indicando que mais da metade dos produtos e serviços pesquisados tiveram aumento de preço, o menor percentual desde outubro de 2025. Os preços de serviços subiram 0, 34%, e os preços monitorados, que incluem combustíveis, variaram 0, 29%, ambos em ritmo mais lento que no mês anterior. O IPCA é o índice oficial utilizado para monitorar a política de metas de inflação, cuja meta atual é de 3%, com tolerância de até 4, 5%.


No acumulado do primeiro semestre, a inflação oficial ficou em 3, 36%, e a projeção para o fim de 2026 é de 5, 3%, acima do intervalo de tolerância da meta. O resultado mensal de junho ficou abaixo da expectativa do mercado, que previa alta de 0, 32%, reforçando a tendência de desaceleração da inflação nos últimos meses.


Esses dados indicam um cenário de inflação mais controlada, com destaque para a queda nos preços dos alimentos e o impacto dos reajustes na energia elétrica.




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