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Queda nos preços de alimentos e combustíveis reduz pressão da energia elétrica sobre o IPCA em junho

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Queda nos preços de alimentos e combustíveis reduz pressão da energia elétrica sobre o IPCA em junho

O grupo Alimentação e bebidas foi o único a registrar variação negativa no mês, com queda de 0,24%. Representando 21,75% do IPCA, esse segmento teve o maior impacto para baixo no índice, de -0,05 ponto percentual.


A queda em Alimentação e bebidas resultou de uma combinação de fatores, incluindo o alívio proporcionado pela redução de 0,48% nos preços dos combustíveis, a devolução de altas anteriores e uma maior oferta de alguns produtos.


Apesar do resultado geral positivo para o consumidor, houve variações dentro do grupo, com produtos como batata, alho e feijão carioca apresentando alta em junho.


No sentido oposto, o grupo Habitação registrou a maior alta, com avanço de 0,63% e impacto positivo de 0,10 ponto percentual no IPCA. A energia elétrica residencial desacelerou de 3,67% para 1,53%, mas continuou sendo o principal impacto individual do mês, com 0,06 ponto percentual.


No Rio de Janeiro, a energia elétrica teve variação de 5,61%, influenciada pelo reajuste de 15,10% nas tarifas de uma concessionária. A proporção de subitens com aumento de preços caiu de 65% em maio para 54% em junho.


Recife registrou queda de 0,20%, pressionada pela redução nos preços do tomate e da gasolina.


Com o resultado de junho, o IPCA acumulou alta de 3,36% no ano e de 4,64% em 12 meses, abaixo dos 4,72% registrados até maio.




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