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Lages intensifica ações para preservar patrimônio histórico com obras e novos tombamentos

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Lages intensifica ações para preservar patrimônio histórico com obras e novos tombamentos

Lages avança na preservação do patrimônio histórico com obras de restauro em imóveis tombados e o tombamento de uma nova igreja, reforçando a proteção da identidade cultural da cidade.


O município de Lages está em uma fase importante de intervenções voltadas à preservação do seu patrimônio histórico, com diversas obras e projetos em andamento. Entre as ações, destacam-se os restauros em imóveis tombados pelo Estado e a incorporação de novos bens à lista de patrimônios municipais.


As obras de restauro na Igreja São José do Patrocínio, conhecida como Conventinho Franciscano, já estão em curso, acompanhadas tecnicamente pela Fundação Cultural de Lages e aprovadas pela Fundação catarinense de Cultura. Construída em 1915, a igreja é um exemplar da arquitetura neogótica no Planalto Serrano e foi tombada em 2001.


Outro imóvel em restauração é a edificação histórica da rua Correia Pinto, no Centro da cidade, que pertenceu ao médico Cesar Sartori e apresenta características da arquitetura eclética. Essa construção, datada de 1921, também integra o conjunto de bens tombados pelo Estado.


Além das obras, projetos técnicos estão sendo desenvolvidos para outros prédios históricos, como o antigo Paço Municipal, inaugurado em 1902 e tombado desde 2001, que iniciou a elaboração dos projetos estruturais, elétricos e hidrossanitários. A Casa na rua Coronel Córdova, construída em 1927 para ser o Hotel Sul América, está em fase de planejamento para revitalização, assim como a Biblioteca Pública Municipal Carlos Dorval de Macedo, que receberá melhorias focadas em segurança e acessibilidade.


Recentemente, o Conselho Municipal do Patrimônio Cultural tombou a Catedral Sagrado Coração de Jesus e Nossa Senhora Menina, conhecida como Igreja do Antídio, localizada na avenida Marechal Floriano. O imóvel tem grande relevância histórica, religiosa e arquitetônica, estando ligado à chegada da Igreja Católica Apostólica Brasileira a Lages na década de 1940.


A superintendente da Fundação Cultural de Lages ressaltou que o trabalho com patrimônio histórico exige estudos detalhados, responsabilidade e acompanhamento constante para garantir a preservação das características originais dos imóveis e manter viva a memória da cidade para as futuras gerações.




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