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Brasil registra maior volume de importação de fertilizantes em 2025, mas busca fortalecer produção nacional

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Brasil registra maior volume de importação de fertilizantes em 2025, mas busca fortalecer produção nacional

O Brasil adquiriu do exterior 45,5 milhões de toneladas de fertilizantes em 2025, o maior volume registrado até hoje. No entanto, as importações de ureia caíram 32% no período, enquanto o fosfato monoamônico (MAP) teve redução de 24%. O nitrato de amônio e o enxofre também registraram quedas de 42% cada. Em contrapartida, o cloreto de potássio e o fosfato simples triplo (TSP) apresentaram crescimento, impulsionados pela migração da demanda devido à oferta restrita de MAP e fosfato diamônico (DAP) no mercado internacional.


Esse movimento reflete a cautela dos compradores diante das incertezas globais e das relações de troca desfavoráveis, o que tem levado produtores e importadores a adiar negociações. A janela logística para aquisição desses insumos está se estreitando, já que historicamente a maior parte das compras de fosfatados ocorre entre abril e agosto para garantir o plantio da safra de verão, enquanto o pico de aquisição dos nitrogenados vai de junho a dezembro, focado na segunda safra.


O cenário atual evidencia a fragilidade estrutural do agronegócio brasileiro, que depende de importações para mais de 85% dos fertilizantes consumidos, sendo o maior importador mundial. Os fertilizantes representam, em média, 23% dos custos totais nas culturas de soja, milho e algodão. Em Mato Grosso, a soja deve responder por 46,7% do custeio na safra 2026/27, reforçando a importância do insumo para a produção agrícola.


Diante desse contexto, o setor enfrenta uma oportunidade histórica para fortalecer a indústria nacional de fertilizantes. O Ministério da Agricultura prevê que até 2050 cerca de 50% da demanda interna será atendida pela produção doméstica, com iniciativas já em andamento, como a retomada de fábricas de nitrogenados. No curto prazo, o segmento de fertilizantes líquidos, foliares e para fertirrigação tem apresentado crescimento expressivo, faturando R$ 26,9 bilhões em 2024, alta de 18,9% em relação ao ano anterior, com destaque para o aumento de 23,2% nos foliares e 36,1% nos produtos via fertirrigação e hidroponia.


Minas Gerais concentra cerca de 70% das reservas nacionais de potássio, abrigando a maior mina em operação no país, localizada em São Gotardo, no Triângulo Mineiro.


Especialistas defendem uma abordagem integrada para ampliar a produção nacional, com mais jazidas e validação científica para reduzir riscos geopolíticos sem comprometer a produtividade. O crescimento anual de dois dígitos da indústria nacional de nutrição vegetal oferece alternativas ao agricultor, com menor exposição cambial e logística mais previsível, fortalecendo a segurança do abastecimento.




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