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Estiagem avança em Goiás e provoca queda na umidade e redução dos rios

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Estiagem avança em Goiás e provoca queda na umidade e redução dos rios

O período de estiagem avança sobre Goiás, provocando os primeiros reflexos mais intensos no clima e nos recursos hídricos do estado. A situação preocupa porque ocorre após semanas sem precipitação significativa em praticamente todo o território goiano.


Dados do Cimehgo indicam que as regiões Norte e Oeste acumulam 27 dias consecutivos sem chuva, enquanto a região Leste soma 26 dias e as regiões Central e Sul chegam a 24 dias de estiagem. Apenas o Sudoeste apresenta um intervalo menor, com 14 dias sem precipitação.


Durante a tarde, a umidade relativa do ar deve cair para 25% em praticamente todas as regiões do estado, índice considerado de atenção pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa condição aumenta os casos de irritação nos olhos, ressecamento da pele, sangramentos nasais e agravamento de doenças respiratórias, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com problemas pulmonares.


Apesar das baixas temperaturas registradas nas primeiras horas do dia, o frio dura pouco. A previsão aponta rápida elevação dos termômetros ao longo da manhã, principalmente nas regiões Norte e Oeste, com máximas que podem chegar a 35°C. Cidades como Aruanã e Araguapaz devem registrar 34°C, enquanto Cristalina aparece entre os municípios mais amenos, com máxima de 25°C.


O avanço da seca também começa a afetar o comportamento dos principais rios monitorados pelo Cimehgo. O Rio Araguaia, um dos principais cartões-postais do estado, permanece dentro da faixa considerada normal em Aragarças, Aruanã e Nova Crixás, mas já apresenta tendência de redução do volume de água, aproximando-se do limite inferior esperado para o período. Situação semelhante é observada no Rio Meia Ponte, responsável pelo abastecimento de grande parte da Região Metropolitana de Goiânia.


O boletim não aponta risco de tempestades para nenhum dos 246 municípios goianos nesta quinta-feira. Também não há cidades classificadas em condição crítica pelo Fator 30-30-30, índice que indica maior probabilidade para incêndios florestais.




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