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Exportações de carne bovina do Brasil mantêm ritmo elevado em julho, enquanto mercado interno segue cauteloso

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Exportações de carne bovina do Brasil mantêm ritmo elevado em julho, enquanto mercado interno segue cauteloso

Dados da Secretaria de Comércio Exterior revelam que o Brasil embarcou 45,169 mil toneladas de carne bovina in natura nos três primeiros dias úteis de julho, com uma média diária de 15,056 mil toneladas. Caso esse ritmo se mantenha, o volume de exportações no mês poderá ser expressivo, demonstrando que a procura internacional pela carne bovina brasileira permanece elevada, mesmo após o fim da cota chinesa.


Muitos compradores e vendedores ainda estão formando preços neste início de semestre, e a maior parte dos negócios ocorreu nos mesmos valores da sexta-feira, 4 de julho, embora algumas negociações tenham sido fechadas abaixo dessas referências.


Em São Paulo, principal praça pecuária do país, as negociações permaneceram travadas. Frigoríficos reduziram as ofertas de compra, enquanto muitos pecuaristas preferiram adiar as vendas, recusando negociar pelos preços ofertados. No Pará, a liquidez também foi baixa, com negócios restritos a pequenos lotes. A arroba do boi gordo foi negociada entre R$ 315 e R$ 320, e as escalas de abate variaram entre três e sete dias.


No Rio Grande do Sul, a oferta limitada de animais prontos para abate, aliada ao inverno e à degradação das pastagens, manteve as cotações firmes. Os frigoríficos enfrentaram dificuldades para preencher as escalas, que oscilaram entre dois e oito dias.


No atacado, os preços da carne bovina permaneceram estáveis, mas o escoamento da proteína segue lento.




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