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Flávio Bolsonaro participa de audiência nos EUA sobre tarifa de 25% sobre produtos brasileiros

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Flávio Bolsonaro participa de audiência nos EUA sobre tarifa de 25% sobre produtos brasileiros

A audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) ocorre em Washington e reúne representantes brasileiros para debater a investigação aberta contra práticas comerciais do Brasil. A proposta do governo americano de impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros está no centro das discussões.


Flávio Bolsonaro participa do A investigação é realizada no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, que permite ao governo americano apurar e aplicar sanções contra países que adotem práticas comerciais consideradas desleais ou prejudiciais a empresas dos Estados Unidos.


No caso brasileiro, a apuração envolve temas como comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, incluindo o Pix, tarifas consideradas injustas e preferenciais, medidas anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e ações contra o desmatamento ilegal. Além do senador, participam representantes do setor produtivo, como o ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio e ex-embaixador Roberto Azevêdo, pela Confederação Nacional da Indústria, e Letícia Sperb Masselli, da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados.


Na semana anterior, Flávio Bolsonaro enviou uma manifestação ao USTR solicitando a suspensão imediata da tarifa de 25% sobre as exportações brasileiras. No documento, ele argumentou que a medida beneficiaria os infratores que deveriam ser punidos e fortaleceria politicamente o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


O senador também sugeriu que a decisão sobre a tarifa fosse adiada para depois das eleições de outubro, alegando que o governo brasileiro estaria usando a pressão comercial dos Estados Unidos para fins políticos. Essas declarações provocaram reação do presidente Lula, que classificou a postura da família Bolsonaro como 'entreguismo' e afirmou que o Brasil manterá uma relação de igualdade nas negociações internacionais.




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