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Coca-Cola, eBay e Tesla se posicionam contra tarifa de 25% sobre produtos brasileiros nos EUA

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Coca-Cola, eBay e Tesla se posicionam contra tarifa de 25% sobre produtos brasileiros nos EUA

A proposta do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, anunciada em junho com base na Seção 301, recebeu críticas de importantes empresas como Coca-Cola, eBay e Tesla. As manifestações foram enviadas ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que aceitou comentários até 1º de julho.


A Seção 301 é um mecanismo legal que permite aos Estados Unidos aplicar tarifas sobre mercadorias de países cujas práticas comerciais sejam consideradas prejudiciais ao setor norte-americano. A justificativa para a medida inclui questões relacionadas ao comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.


A Coca-Cola solicitou a manutenção da isenção para insumos de laranja originários do Brasil e a inclusão de exclusão equivalente ou um regime de transição para insumos de limão usados na cadeia de bebidas. A empresa argumentou que a substituição de fornecedores demandaria revisões de segurança alimentar, testes de produtos e outros procedimentos, além de destacar dificuldades na produção local de insumos cítricos devido a doenças, mudanças climáticas e alterações no uso da terra. Para a companhia, o Brasil é uma fonte complementar essencial para fabricantes de suco de laranja nos Estados Unidos.


A Tesla afirmou apoiar iniciativas que promovam a reindustrialização dos Estados Unidos e a formação de cadeias de suprimento resilientes a longo prazo, mas ressaltou que essa transição requer tempo. A montadora destacou que parte dos insumos necessários ainda não pode ser produzida em escala suficiente no país e pediu a exclusão dos produtos brasileiros essenciais para sua produção industrial.


O eBay sugeriu que a proposta seja modificada para isentar produtos de segunda mão, usados e seminovos das tarifas previstas na investigação. A empresa argumentou que a cobrança sobre bens revendidos prejudica o mercado secundário e não afeta o fabricante original.




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