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Estudo revela que ensino técnico na Bahia aumenta renda, empregabilidade e acesso ao ensino superior

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Estudo revela que ensino técnico na Bahia aumenta renda, empregabilidade e acesso ao ensino superior

Um estudo do Itaú Educação e Trabalho (IET) acompanhou a trajetória de cerca de 4,9 milhões de estudantes brasileiros formados em 2014, 2018 e 2022 para analisar o impacto da Educação Profissional e Tecnológica (EPT) na vida dos jovens após a conclusão do ensino médio.


Os dados indicam que a formação técnica amplia as oportunidades no mercado de trabalho e na continuidade dos estudos. Na Bahia, os trabalhadores com ensino técnico recebem, em média, R$ 2,4 mil mensais, enquanto aqueles sem formação profissional têm rendimento médio de R$ 1,9 mil, uma diferença de aproximadamente 26%.


Além da remuneração, a empregabilidade também é maior entre os egressos da EPT. O Índice de Qualidade da Inserção alcançou 0,60 para quem fez ensino técnico, contra 0,51 para quem não cursou essa modalidade. O Índice RTI foi de 0,64 para os técnicos e 0,57 para os demais.


O estudo destaca ainda que 54,1% dos estudantes do ensino médio integrado à educação profissional ingressaram no ensino superior, percentual superior aos 39,1% dos concluintes do ensino médio regular. Mulheres apresentam maior taxa de ingresso na universidade, mas recebem salários inferiores aos homens, especialmente as autodeclaradas pretas, pardas e indígenas, cuja média salarial é de R$ 1,95 mil.


Entre os cursos técnicos, os maiores salários foram observados nas áreas de Controle e Processos Industriais, com média de R$ 3,1 mil, enquanto setores como Turismo, Hospitalidade e Lazer registram remuneração média próxima a R$ 2 mil.




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