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Seis trabalhadores indígenas são resgatados de condições análogas à escravidão em propriedade rural de Glorinha

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Seis trabalhadores indígenas são resgatados de condições análogas à escravidão em propriedade rural de Glorinha

Seis trabalhadores indígenas guarani foram resgatados em condições degradantes de trabalho e moradia em uma fazenda no interior de Glorinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre.


O resgate ocorreu durante uma fiscalização conjunta do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), do Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Sul (MPT-RS) e da Polícia Federal (PF). Os trabalhadores estavam sem registro formal e sem garantias trabalhistas, alojados em um casebre de madeira sem condições adequadas de moradia e sem instalações sanitárias apropriadas.


Entre eles, um é migrante argentino, dois vieram de Santa Catarina e os demais são do Rio Grande do Sul. Dois trabalhadores falavam apenas guarani, o que dificultava a compreensão do português durante a fiscalização.


Durante a inspeção, os fiscais colheram depoimentos que revelaram a falta de cobertas e equipamentos de trabalho para todos os contratados, além da precariedade do alojamento e da vulnerabilidade dos trabalhadores indígenas.


O empregador também firmou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) emergencial com o MPT-RS, comprometendo-se a encerrar imediatamente a exploração de trabalho degradante na fazenda.


Uma audiência foi marcada para julho no MPT-RS para dar continuidade ao inquérito civil e fiscalizar o pagamento integral das obrigações assumidas pelo empregador.




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