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Rio tem recorde de novas empresas, mas 25% podem no primeiro ano

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Rio tem recorde de novas empresas, mas 25% podem no primeiro ano

O Estado do Rio de Janeiro registrou a abertura de 42.410 novas empresas entre janeiro e maio de 2026, o maior volume da série histórica da Junta Comercial (Jucerja), mas a estatística alerta para um problema que é a sustentabilidade dos negócios. Para evitar a falência precoce, que ameaça os jovens empreendedores, o especialista em administração de empresas Sérgio Siqueira, mestre em Economia e Gestão Empresarial e coordenador do curso de Administração da Universidade Iguaçu (Unig), sugere um planejamento rigoroso já que é muito comum, nos primeiros três meses de operação as empresas não conseguiram atingir o faturamento estimado e enfrentar problemas de caixa.


Ele explica que a mesma conjuntura econômica que tem permitido o surgimento de novas empresas também convive com um alto custo do crédito bancário que, se for usado de forma indiscriminada e sem orientação, pode asfixiar quem estreia no mercado sem capital de giro estruturado. "Em tempos difíceis, não sobrevive necessariamente a empresa que vende mais, mas aquela que administra melhor seus recursos, planeja seus passos e consegue se adaptar às novas condições do mercado", explica.


Dados do Sebrae indicam que pequenos negócios suportam, em média, apenas 23 dias sem faturamento, exigindo gestão rigorosa para evitar a falência precoce em um cenário econômico com a taxa Selic a 14,50% ao ano.


Diante deste cenário, a recomendação do professor da Unig é acompanhar atentamente os indicadores econômicos, pois informação é um ativo precioso, e exercitar a cautela. A receita vale para o início, mas deve ser mantida ao longo de toda a vida útil da empresa.




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