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Vice-prefeito de Trajano de Moraes é alvo de investigação por suposta fraude em pensão previdenciária

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Vice-prefeito de Trajano de Moraes é alvo de investigação por suposta fraude em pensão previdenciária

O vice-prefeito de Trajano de Moraes, na Região Serrana do Rio de Janeiro, está entre os investigados em uma denúncia que apura uma suposta fraude para obtenção de pensão previdenciária. Cerca de dez meses após a separação, ele registrou em cartório uma união estável com a ex-procuradora Ângela Marília de Moraes Pessanha, que tinha mais de 80 anos na época.


Familiares da aposentada contestam a validade da união estável, afirmando que nunca houve qualquer relacionamento amoroso entre os dois. Maria Anita Peçanha, irmã de Ângela Marília, classificou o caso como vergonhoso e um escândalo.


Ângela Marília nasceu em 1931 e integrou a Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro, aposentando-se em 1985. Nos últimos anos de vida, passou a viver de forma mais reservada e distante de parte dos parentes.


Além da formalização da união estável, o vice-prefeito teria obtido uma procuração com amplos poderes para movimentar as contas bancárias da ex-procuradora. Após o falecimento de Ângela, ele solicitou o pagamento da pensão, que foi negado pelo INSS, mas posteriormente aprovado pelo Rioprevidência, órgão responsável pela gestão das aposentadorias e pensões dos servidores estaduais.


Durante a investigação, promotores identificaram transferências mensais de recursos para Adriana Pessanha, ex-esposa do vice-prefeito e sobrinha da ex-procuradora. A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público, determinando a suspensão imediata do benefício previdenciário e o bloqueio dos bens dos investigados, incluindo contas bancárias, imóveis, veículos, aplicações financeiras, ações e criptomoedas.


O Ministério Público ressaltou que a existência da escritura pública registrada em cartório não afasta as suspeitas, afirmando que o documento é verdadeiro, mas o conteúdo é falso.


Hélio Luiz Fazoli de Moraes e Adriana Pessanha respondem pelos crimes de falsidade ideológica e estelionato qualificado contra a previdência estadual. O Rioprevidência informou que suspendeu o pagamento da pensão após a decisão judicial e que não identificou a suposta fraude no momento da concessão do benefício, acompanhando o processo junto à Procuradoria-Geral do Estado.


A defesa dos investigados declarou que a investigação foi conduzida sem que eles fossem ouvidos e que as acusações têm base em narrativas relacionadas ao cenário político local. Os advogados afirmam que familiares que prestaram depoimento não conviviam com a ex-procuradora e negam que o patrimônio dela tenha sido transferido ao vice-prefeito, ressaltando que a memória de Ângela Marília merece respeito e que a inocência dos acusados será demonstrada no processo judicial.




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