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Preços da ureia acumulam queda de 25% e impactam planejamento da próxima safra

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Preços da ureia acumulam queda de 25% e impactam planejamento da próxima safra

A ureia é o fertilizante mais utilizado no mundo e fundamental para o cultivo de milho e cana-de-açúcar. Apesar da tendência de baixa nos preços, eles permanecem elevados, o que restringe as negociações no mercado. A relação de troca pouco atrativa faz com que os compradores adotem uma postura cautelosa.


A principal causa desse cenário é a restrição logística provocada pela paralisação no Estreito de Ormuz, que limita a oferta global de fertilizantes nitrogenados como ureia, amônia e enxofre. O Oriente Médio, que inclui grandes exportadores como o Irã, é estratégico nesse contexto. O país controla o fluxo marítimo da região e foi alvo de uma operação conjunta entre Estados Unidos e Israel no final de fevereiro, aumentando a incerteza na navegação desde o início do conflito.


A queda nos preços da ureia também reflete a percepção de enfraquecimento da demanda global. Mesmo a nova licitação da Índia, tradicionalmente um fator de sustentação para as cotações, não foi suficiente para interromper o movimento de baixa, indicando que a demanda internacional permanece fragilizada.


O Brasil importa entre 85% e 90% dos fertilizantes que consome. A redução consecutiva nos preços da ureia pode ser positiva para os produtores brasileiros que planejam a próxima safra, pois diminui o custo de produção. No entanto, o mercado está travado, já que os agricultores aguardam novas quedas para identificar um preço mínimo antes de realizar as compras.




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