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Tecnologia reforça brigadas comunitárias no combate a incêndios no Cerrado

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Tecnologia reforça brigadas comunitárias no combate a incêndios no Cerrado

Essas iniciativas, apoiadas pelo Programa Copaíbas, têm como objetivo acelerar a identificação de focos de incêndio e melhorar a coordenação das equipes em campo. Uma das estruturas mais recentes começou a operar em maio no Parque Nacional da Serra da Bodoquena, em Mato Grosso do Sul.


O sistema instalado utiliza algoritmos capazes de detectar sinais iniciais de fumaça quase em tempo real, enviando alertas imediatos às equipes de monitoramento. Essa tecnologia se diferencia dos sistemas baseados apenas em imagens de satélite, que podem apresentar atraso na detecção do fogo.


O Programa Copaíbas, gerido pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e financiado pela Iniciativa Internacional da Noruega pelo Clima e Florestas, atua nos biomas Amazônia e Cerrado com ações voltadas à redução do desmatamento, fortalecimento de unidades de conservação e apoio a povos indígenas e populações tradicionais.


Em 2025, o programa destinou R$ 5 milhões a projetos de Manejo Integrado do Fogo (MIF) em unidades de conservação e seus entornos. Outra ferramenta apoiada é o aplicativo Caminho do Fogo, desenvolvido pela Rede Contra Fogo, que reúne dados sobre ocorrências, localização e território, permitindo comunicação entre equipes, monitoramento e registro das operações mesmo sem acesso à internet.


Com base nessas tecnologias, as brigadas comunitárias ampliam sua capacidade operacional para monitorar e combater o fogo em estágio inicial. No entanto, ainda não foram divulgados dados consolidados sobre a redução de ocorrências ou da área queimada após a adoção dessas ferramentas.




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