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Salomão Sousa lança 19º livro com poemas que refletem a vida cotidiana e a memória

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Salomão Sousa lança 19º livro com poemas que refletem a vida cotidiana e a memória

Após publicar "Certezas Para as Madressilvas" (2024), que reúne poemas escritos durante o isolamento forçado pela epidemia de covid-19, e "Poesia e alteridade" (2024), com artigos sobre Literatura e Psicologia Social, Salomão Sousa apresenta "A Selva Escura dos Cristais Perdidos" (edição do autor, 2026). Nesta obra, o poeta busca estar próximo da vida cotidiana, livre das amarras daquele tempo sombrio, mantendo-se fiel à sua memória, à família e aos amigos, afirmando que "a poesia não deixa de ser uma fidelidade ao que amamos".


O autor destaca que as metáforas em seus poemas assumem um fluir, um caminho, um ato de navegar e dar continuidade, resistindo e precisando de portas e fronteiras livres. Ele alerta para a importância de preservar o ambiente e as relações, rejeitando atitudes agressivas contra vizinhos, familiares e animais, bem como a defesa de ideias opressoras. Essa perspectiva antecipa ao leitor um alerta contra ameaças à frágil democracia que o país tenta reconstruir.


Salomão Sousa é um poeta lírico, preocupado com a expressão da subjetividade, da alma e dos sentimentos. Seus versos evocam frequentemente seu passado rural, sem sair do círculo estreito de seu "eu" poético, projetando-se nos amigos e familiares. No poema "Ao meu irmão Miguel", ele homenageia o poeta peruano César Vallejo, relacionando memórias pessoais com referências literárias.


Além de Vallejo, o poeta reverencia em seus poemas figuras como a atriz Marilyn Monroe e o poeta Walt Whitman. A poesia de Salomão é comparada a um sonho profético que busca entender o Brasil e escapar do "pesadelo brasileiro", assim como Whitman tentou compreender a América saxônica.


Nascido em Silvânia, Goiás, em 1952, Salomão Sousa é formado em Jornalismo pelo Centro Universitário de Brasília (Ceub). Alfabetizado tardiamente na zona rural, mudou-se para a cidade aos 12 anos, onde teve acesso à biblioteca pública e à leitura de jornais. Em 1971, transferiu-se para Brasília, ingressando no serviço público em 1973, atuando na área de relações políticas até se aposentar pelo Ministério da economia em 2021. É membro da Academia de Letras do Brasil (ALB) e da Associação Nacional de Escritores (ANE), ambas de Brasília.




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