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El Niño pode começar em junho e temperaturas ficam acima da média em várias regiões do Brasil

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El Niño pode começar em junho e temperaturas ficam acima da média em várias regiões do Brasil

Junho deve apresentar temperaturas médias acima do normal em grande parte das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, além de Minas Gerais e Espírito Santo. As áreas com maior potencial para calor acima da média incluem o centro-leste de Mato Grosso, Goiás, Tocantins, noroeste de Minas Gerais e o interior do Nordeste. Nessas regiões, a passagem de massas de ar polar combinada com maior nebulosidade deve favorecer dias mais frios.


A primeira deve ocorrer entre o fim da primeira quinzena e o início da segunda metade do mês. A segunda, considerada a mais intensa, está prevista para a última semana de junho, já nos primeiros dias do inverno. Essa incursão de ar polar pode provocar temperaturas abaixo de 10°C em várias áreas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além de geadas isoladas nas regiões de fronteira com o Uruguai e nas áreas serranas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Também há possibilidade de friagem em Rondônia, Acre e sul do Amazonas, principalmente na última semana do mês.


Em relação às chuvas, junho é historicamente um dos meses mais secos do ano em grande parte do Brasil. Para 2026, a previsão indica volumes próximos da média climatológica na maior parte do território. No Norte, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e as águas mais quentes do Atlântico Tropical devem favorecer precipitações acima da média no Amapá, Pará e oeste do Maranhão. Já Roraima, o extremo norte do Amazonas e o litoral leste do Nordeste devem registrar volumes ligeiramente abaixo da média, embora a chuva continue frequente nessas áreas, que são as mais chuvosas do país nesta época.


No Sul, as precipitações devem ficar próximas ou um pouco abaixo da média no Rio Grande do Sul, cenário diferente do observado em junho de 2025, quando a região teve chuvas até três vezes superiores ao normal. No Centro-Sul e no Pantanal, a passagem de frentes frias e a formação de áreas de baixa pressão devem aumentar a frequência de instabilidades, elevando os volumes de chuva ligeiramente acima da média em estados como Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, sul e Zona da Mata de Minas Gerais e Rio de Janeiro.


No litoral leste do Nordeste, episódios de chuva forte ainda podem ocorrer, porém com menor intensidade em comparação aos meses de abril e maio. Junho é caracterizado pela redução das chuvas no interior do Brasil, especialmente no Centro-Oeste, Sudeste e interior do Nordeste, onde a baixa umidade relativa do ar passa a ser frequente, com índices abaixo de 30% nas horas mais quentes do dia. Enquanto isso, as chuvas permanecem regulares no Norte, principalmente no Amapá, norte do Pará, Amazonas e Roraima, além da faixa litorânea do Nordeste, onde sistemas como os Distúrbios Ondulatórios de Leste continuam favorecendo a formação de precipitações.




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