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Pressão do petróleo eleva custos e afeta bens industriais no IPCA em 2026

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Pressão do petróleo eleva custos e afeta bens industriais no IPCA em 2026

O grupo de bens industriais no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,61% em abril, acima dos 0,32% observados em março, refletindo o impacto da guerra no Oriente Médio sobre a oferta global de petróleo. Apesar desse avanço, o índice ainda permanece abaixo da inflação cheia acumulada em 12 meses.


Nos últimos 12 meses até abril, os bens industriais acumularam alta de 2,41%, inferior aos 4,39% do IPCA cheio. Paralelamente, um núcleo industrial do Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que exclui gás, minério de ferro e alimentos, avançou 2,5% em abril, a maior taxa para o mês desde pelo menos 2010.


O aumento do petróleo elevou os custos industriais e logísticos de forma disseminada, pressionando matérias-primas, fretes e reajustes em setores como higiene pessoal, eletroeletrônicos e componentes importados. Esse cenário amplia a atenção do setor agropecuário para despesas com transporte, embalagens, produtos industrializados usados nas cadeias de alimentos e custos indiretos da agroindústria.


O algodão surge como um possível vetor adicional de pressão, já que o aumento do preço do poliéster, derivado do petróleo, pode elevar a demanda pela fibra natural, influenciando os preços futuramente caso o repasse se confirme.


Economistas indicam que a pressão dos bens industriais deve aumentar no Até o momento, os dados apontam para uma perda de fôlego do efeito desinflacionário desse grupo, sem evidências suficientes para alterar as projeções já divulgadas.




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