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Rio de Janeiro é a segunda capital brasileira em número de empresas criativas

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Rio de Janeiro é a segunda capital brasileira em número de empresas criativas

O Rio2C, evento de criatividade e inovação da América Latina realizado de 26 a 31 de maio na Cidade das Artes, será o palco para a divulgação de dados que mostram o Rio de Janeiro como a segunda capital brasileira em número de empresas criativas, atrás apenas de São Paulo. A pesquisa indica que a massa salarial dos trabalhadores da economia criativa na cidade alcançou cerca de R$ 1,3 bilhão, representando 10,7% de toda a massa salarial formal do município.


No período analisado, as empresas criativas na capital carioca correspondiam a 62,5% do total do estado do Rio de Janeiro e a 5% do país. A quantidade de empregos no segmento na cidade representava 7,9% do total nacional e 74,8% do estadual.


O presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, afirmou que a indústria e a economia criativa são fundamentais para o Rio de Janeiro, projetando para o país e o mundo um soft power único, resultado da capacidade criativa, cultural e patrimonial da cidade, além do seu estilo de vida. Entre as regiões administrativas, Centro, Barra da Tijuca, Zona Portuária, Botafogo e Jacarepaguá concentram o maior número de trabalhadores em empresas criativas, enquanto as áreas mais especializadas são Zona Portuária, Ilha do Governador, Lagoa, Ramos e Barra da Tijuca.


O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Osmar Lima, destacou que o destaque da região Portuária na especialização criativa está ligado à revitalização econômica recente e ao projeto Porto Maravalley, que visa transformar a área em um polo de inovação, tecnologia e empreendedorismo. Entre 2022 e 2023, o segmento de Cultura liderou o crescimento do setor criativo na cidade, com alta de 11,4%, seguido pelo setor de Tecnologia, que cresceu 7,5%.


O levantamento também aponta que o Rio possui 97.996 microempreendedores individuais (MEIs) criativos, equivalentes a 5,7% do total do país e 52,7% do estado. O secretário municipal de Cultura, Lucas Padilha, ressaltou o papel estratégico da cultura no desenvolvimento da cidade, destacando projetos como Reviver Cultural, Semana de Artes do Rio, novos editais de fomento e a Biblioteca dos Saberes, que ampliam o acesso à cultura e fortalecem a rede cultural carioca.


Entre 2020 e 2025, a arrecadação real do Imposto Sobre Serviços (ISS) das atividades criativas na cidade aumentou 74,3%, passando de cerca de R$ 572 milhões para quase R$ 1 bilhão. A consultora em Ambientes de Inovação da Casa Firjan, Julia Zardo, afirmou que a economia criativa está ligada ao planejamento urbano, revitalização e formação de polos criativos, destacando a região do Porto Maravilha como exemplo de reorganização de fluxos, atração de investimentos e criação de centralidades econômicas.




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