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Taxas dos contratos DI sobem após oferta elevada de títulos prefixados do Tesouro

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Taxas dos contratos DI sobem após oferta elevada de títulos prefixados do Tesouro

O mercado local registrou alta nas taxas dos contratos DI, mesmo após a divulgação de um Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) com resultado inferior às estimativas e um ambiente externo mais positivo. O principal fator para esse movimento foi a oferta de 21,25 milhões de títulos prefixados pelo Tesouro Nacional, que aumentou a pressão sobre a curva de juros futuros.


No fechamento da sessão, o DI para janeiro de 2027 subiu de 14,057% para 14,1%. O contrato para janeiro de 2029 avançou de 13,818% para 13,885%, enquanto o DI para janeiro de 2031 passou de 13,909% para 13,96%. O Tesouro ofertou 16 milhões de Letras do Tesouro Nacional (LTN) e 5,25 milhões de Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F).


O volume financeiro do leilão foi 100% maior do que o da semana anterior, com risco 89% superior, A colocação dos prefixados pressionou a curva ao longo do dia, diante da capacidade limitada de absorção pelo mercado, nálise de especialistas.


O movimento técnico prevaleceu sobre o recuo dos rendimentos dos Treasuries, a valorização do real e o dado mais fraco de emprego formal. O Caged indicou abertura de 85.888 vagas em abril, abaixo do piso de 130 mil vagas previsto pelo mercado.


Após os dados, a curva passou a indicar probabilidade de 84% para um corte de 0,25 ponto percentual na Selic na reunião de junho do Comitê de Política Monetária (Copom), acima dos 80% observados pela manhã.


Para o agronegócio, esse cenário é acompanhado de perto, pois alterações na Selic e nos juros de mercado impactam o custo de capital, o crédito rural fora das linhas equalizadas e o financiamento de armazenagem, máquinas e capital de giro. O comportamento da curva mostrou que fatores técnicos e emissões do Tesouro continuam influenciando as taxas, mesmo diante de dados que poderiam favorecer alívio nos juros.


A direção das próximas sessões dependerá da leitura sobre inflação, atividade econômica e sinalização do Banco Central. Até o momento, não há base suficiente para projetar mudanças estruturais além do curto prazo.




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