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Pecuaristas enfrentam prejuízos no abate por idade biológica do animal na exportação para a China

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Pecuaristas enfrentam prejuízos no abate por idade biológica do animal na exportação para a China

Os pecuaristas brasileiros que atuam na pecuária intensiva frequentemente contam com o bônus pago pela exportação para a Ásia, especialmente para a China, principal referência de margens no setor. No entanto, enfrentam prejuízos no momento do abate devido à idade biológica dos animais, que pode desclassificá-los e reduzir significativamente os ganhos.


Para que um boi seja considerado apto para o mercado chinês, ele deve apresentar no máximo quatro dentes permanentes.


Quando o fiscal do Serviço de Inspeção Federal (SIF) desclassifica o animal, o produtor arca com o custo elevado do confinamento, que dura de 100 a 120 dias, mas recebe apenas o preço do boi comum. Apesar de muitos realizarem a checagem da boca na balança de entrada do confinamento, os lotes ainda apresentam entre 10% e 30% de desclassificação no frigorífico.


O problema está no tempo de trato, pois o pecuarista compra bois magros, com cerca de 13 arrobas, para engordá-los até 20 arrobas. Durante o confinamento, a nutrição intensa acelera o metabolismo, o que pode antecipar a troca de dentes em animais próximos do limite de idade, tornando-os inelegíveis para o mercado chinês.


A troca precoce de dentes está relacionada ao manejo inadequado nas fases anteriores à engorda. Para reduzir o risco de desclassificação e proteger a rentabilidade, é recomendada a adoção de duas estratégias: atenção rigorosa à procedência e à idade real dos bois na compra. O lucro do confinamento começa na aquisição dos animais, não na venda, reforça o especialista Maurício Scoton.




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