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Crédito rural sustentável atinge R$ 46 bilhões nos três primeiros trimestres do Plano Safra 2025/26

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Crédito rural sustentável atinge R$ 46 bilhões nos três primeiros trimestres do Plano Safra 2025/26

O volume de crédito rural destinado a práticas sustentáveis alcançou R$ 46 bilhões nos três primeiros trimestres do Plano Safra 2025/26, entre julho de 2025 e março de 2026. Esse montante ficou R$ 8,2 bilhões abaixo do registrado no mesmo período da safra anterior, quando totalizou R$ 54,2 bilhões.


No crédito total para as finalidades de investimento e custeio, o valor destinado a investimentos caiu de R$ 79,02 bilhões para R$ 64,99 bilhões, uma retração de 17,7%. Dentro do crédito com potencial sustentável, a queda no investimento foi ainda maior, de 18,4%, enquanto o custeio recuou 12,5%.


Os pesquisadores responsáveis pelo estudo associam esse desempenho ao cenário macroeconômico, destacando que a taxa básica de juros ainda elevada e o aumento do endividamento rural têm limitado a transição para sistemas produtivos mais sustentáveis. Além disso, há menor disposição dos produtores para realizar melhorias operacionais no campo.


Entre os estados, os maiores volumes foram registrados no Rio Grande do Sul (R$ 8,4 bilhões), Minas Gerais (R$ 6,9 bilhões), Paraná (R$ 4,6 bilhões), Mato Grosso (R$ 3,8 bilhões) e São Paulo (R$ 3,1 bilhões).


Quanto à origem dos recursos, os maiores volumes vieram de recursos obrigatórios (R$ 10,4 bilhões), da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) controlada com subvenção econômica (R$ 10,1 bilhões) e do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), com R$ 4,4 bilhões. A LCA controlada com subvenção econômica teve alta de 6.096%, enquanto a LCA a taxa livre caiu 48,5% e o BNDES/Finame equalizável recuou 49,2%.


No Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), as linhas com finalidade sustentável somaram R$ 2,3 bilhões, acima dos R$ 1,9 bilhão do mesmo período anterior, com a participação no investimento subindo 1,2 ponto percentual, para 9,1%.


O boletim também destaca a Resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) nº 5.268/2026, cuja entrada em vigor foi adiada para 2027 e 2028. A norma trata da observância do desmatamento ocorrido após 31 de julho de 2019 e da comprovação de legalidade em casos de conversão. A implementação gradual deve ampliar os processos de diligência e monitoramento dos atributos de sustentabilidade no crédito rural.


Embora o estudo não apresente projeções fechadas para os próximos meses, indica que juros, endividamento e regras de conformidade continuarão sendo fatores centrais nas decisões de financiamento no campo.




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