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Especialistas destacam avanços e desafios no cuidado a pessoas com transtornos mentais no Dia Nacional da Luta Antimanicomial

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Especialistas destacam avanços e desafios no cuidado a pessoas com transtornos mentais no Dia Nacional da Luta Antimanicomial

A Lei 10.216/2001, conhecida como Lei Antimanicomial, completou 25 anos em abril, marcando um quarto de século desde a instituição da data em 1987, durante um encontro de trabalhadores da saúde mental em Bauru (SP).


O Conselho Federal de Psicologia defende a continuidade da reforma psiquiátrica, que prioriza a Rede de Atenção Psicossocial (Raps). Essa rede inclui os Centros de Atenção Psicossocial (Caps), unidades de acolhimento, serviços residenciais terapêuticos e programas como o Volta para Casa, que atendem pacientes com transtornos mentais, oferecendo medicamentos, atividades em grupo e suporte para reinserção social.


O governo federal tem buscado maior fiscalização dessas comunidades, com auditorias da Controladoria-Geral da União e do Tribunal de Contas da União. Em janeiro, o Ministério da Saúde anunciou estudos para revisar as diretrizes e normas de financiamento da Raps, visando aprimorar o atendimento e a transparência.


Representantes da Frente Estadual Antimanicomial de São Paulo destacam iniciativas exitosas, como o Programa De Braços Abertos, lançado em 2014 para atender usuários de drogas na Cracolândia, oferecendo moradia, alimentação, capacitação e trabalho. Contudo, alertam para o retrocesso recente, com o aumento da precarização dos serviços e o crescimento de práticas manicomiais, que não consideram as necessidades individuais dos pacientes.


Especialistas ressaltam que o modelo tradicional de hospital psiquiátrico, baseado no isolamento e na culpa atribuída ao paciente, não atende às complexidades do sofrimento mental, que muitas vezes decorre de múltiplas violências sociais. A luta antimanicomial segue como um desafio para garantir tratamentos dignos e integrados à sociedade.


O Rio de Janeiro foi palco da primeira instituição manicomial do país, o Hospício Pedro II, inaugurado em 1852, que simboliza o passado sombrio do tratamento psiquiátrico no Brasil e reforça a importância da reforma psiquiátrica e da ampliação da rede de cuidados humanizados.




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