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BNDES e Conab firmam acordo para fortalecer abastecimento alimentar no Brasil

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BNDES e Conab firmam acordo para fortalecer abastecimento alimentar no Brasil

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) formalizaram um acordo de cooperação técnica para desenvolver estudos focados no fortalecimento do abastecimento alimentar no Brasil. A assinatura ocorreu na sede do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), em Brasília.


O acordo prevê a avaliação de dados, a proposição de ações inovadoras e a identificação de parcerias estratégicas para o setor. O diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES, Nelson Barbosa, explicou que o estudo será financiado com recursos próprios e incluirá uma análise do sistema de abastecimento brasileiro, além de comparações com experiências internacionais.


Barbosa destacou que o trabalho também apoiará a organização da base de dados sobre abastecimento e armazenagem, além de mapear oportunidades de investimentos públicos e privados. Essas informações são essenciais para o setor agropecuário, já que a Conab produz levantamentos sobre safra, custos de produção, estoques e indicadores de mercado que orientam políticas agrícolas.


A ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, ressaltou que a cooperação terá foco na infraestrutura de abastecimento e nos pequenos mercados das periferias urbanas. O diretor-presidente da Conab, Sílvio Isoppo Porto, acrescentou que os estudos poderão subsidiar o planejamento logístico e as políticas de abastecimento.


Criada em 1990, a Conab desempenha papel estratégico ao fornecer informações técnicas ao governo federal sobre produção agropecuária, armazenagem e estoques, influenciando decisões relacionadas à oferta, distribuição e apoio às cadeias produtivas. Entre os projetos em andamento estão a requalificação de nove ativos da estatal no Centro-Oeste e o projeto Florestas e Comunidades: Amazônia Viva, financiado com R$ 96,6 milhões do Fundo Amazônia, dos quais R$ 80 milhões são destinados a chamada pública para produção sustentável na Amazônia Legal.


O acordo firmado ainda não especifica prazos para a conclusão dos estudos nem medidas operacionais imediatas. O principal impacto atual é a abertura de uma frente técnica para revisar infraestrutura, dados e instrumentos de abastecimento, com potencial para subsidiar políticas públicas e investimentos relacionados à armazenagem, logística e segurança alimentar.




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