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Homem em situação de rua é torturado e morto por seguranças privados na Grande Vitória

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Homem em situação de rua é torturado e morto por seguranças privados na Grande Vitória

O crime ocorreu na madrugada de 17 de março, quando Marcos Vinícius, que tinha passagem por furto, foi sequestrado por um grupo de oito seguranças de uma empresa privada. Ele foi levado da Praia do Suá, em Vitória, para a Serra, onde foi torturado e morto.


Antes do homicídio, Marcos havia sido agredido e conseguiu escapar de uma tentativa de arrancar um dente com um alicate. Dias depois, foi cercado sem chance de fuga, torturado e enterrado em uma área de mangue na Serra.


O delegado responsável pelo caso classificou o crime como uma “limpeza social”, destacando que pessoas em situação de rua são frequentemente desumanizadas e responsabilizadas por delitos independentemente de envolvimento.


O psicólogo e assistente social Roberto Oliveira explicou que o comportamento de ‘justiceiros’ pode resultar da combinação de percepção de ameaça, sensação de impunidade, preconceito, desumanização da vítima e cultura institucional permissiva. Ele ressaltou que a violência é vista distorcidamente como solução quando a vítima deixa de ser vista como sujeito de direitos.


O pesquisador em segurança pública Rusley Medeiros apontou que a sensação de impunidade alimenta a prática de justiça pelas próprias mãos, especialmente em contextos de vulnerabilidade e violência. Ele destacou que mais de 60% dos homicídios no Brasil não são esclarecidos, o que reforça essa sensação.


Ambos os especialistas alertaram para os riscos da desumanização e da exclusão social, enfatizando que nenhum histórico criminal justifica tortura ou morte, e que a segurança pública deve ser garantida por instituições democráticas e eficazes.




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