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Rússia escolta petroleiro Bella 1 alvo dos EUA rumo à Venezuela

g1.globo.com
Rússia escolta petroleiro Bella 1 alvo dos EUA rumo à Venezuela

A Rússia deslocou um submarino e outras embarcações para escoltar o petroleiro Bella 1, que está sendo perseguido pelos Estados Unidos enquanto segue para a Venezuela. O navio, que mudou recentemente de nome para Marinera e passou a constar no registro russo, é o terceiro petroleiro que os EUA tentam interceptar na região do Caribe.


O Bella 1 está sob vigilância dos Estados Unidos há cerca de duas semanas, que alegam que o navio operava sem uma bandeira nacional válida, o que permitiria a abordagem Após a tentativa de interceptação, a tripulação do navio recusou-se a obedecer às ordens americanas, alterou a rota e fugiu em direção ao Oceano Atlântico. A embarcação passou a ser registrada oficialmente na Rússia com o nome Marinera, indicando Sochi como porto de origem.


Na última semana, o Kremlin solicitou formalmente aos Estados Unidos que cessassem a perseguição ao petroleiro, em um pedido diplomático feito na quarta-feira 31. Até o momento, nem a Casa Branca, nem o Departamento de Estado dos EUA, nem o governo russo emitiram comentários oficiais sobre o caso. A situação ocorre em um contexto de crescente tensão entre os dois países na região caribenha.


Além da perseguição ao Bella 1, os Estados Unidos impuseram sanções a quatro empresas do setor petrolífero venezuelano e a petroleiros associados. Essa medida integra uma estratégia de pressão do governo norte-americano contra o presidente Nicolás Maduro. Em dezembro, a Guarda Costeira dos EUA interceptou dois petroleiros carregados com petróleo venezuelano no mar do Caribe, intensificando a fiscalização sobre o comércio de petróleo da Venezuela. A partir daqui, o impacto depende de articulação e prazos.


O governo dos Estados Unidos avalia que a Venezuela pode enfrentar um colapso econômico até o fim de janeiro, caso não atenda às exigências impostas pela administração Trump. Para reforçar as sanções econômicas, os EUA mantêm uma grande presença militar no Caribe, com mais de 15 mil soldados, incluindo um porta-aviões, 11 navios de guerra e caças F-35. Autoridades americanas aguardam reforços para tentar apreender o Bella 1.




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