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Violência contra mulheres jornalistas dobra desde 2020

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Violência contra mulheres jornalistas dobra desde 2020

O número de queixas de violência contra mulheres jornalistas no mundo dobrou desde 2020, O estudo destaca o impacto da violência, especialmente online, que restringe a participação feminina na vida pública e revela dados preocupantes sobre assédio e manipulação digital.


O relatório aponta que pelo menos 12% das defensoras de direitos humanos, ativistas, jornalistas e profissionais da mídia sofreram o compartilhamento não consensual de imagens pessoais. Além disso, 6% foram vítimas de "deepfakes", vídeos com áudios e imagens falsas que manipulam rosto e voz de forma bastante realista, aumentando o alcance da violência digital.


A chefe da Seção de Fim da Violência contra as Mulheres da ONU destaca que a inteligência artificial facilitou o abuso, tornando-o mais prejudicial. Essa situação contribui para o aumento da misoginia, perda de direitos históricos e retrocessos democráticos.


O levantamento revela ainda que uma em cada três profissionais recebeu abordagem sexual por mensagens digitais, e uma em cada quatro jornalistas foi diagnosticada com ansiedade ou depressão relacionadas à violência. Além disso, 45% das profissionais da mídia praticaram autocensura nas redes sociais no último ano para evitar abusos.


Apesar da proteção legal muitas vezes ser insuficiente, o estudo mostra um aumento nas ações judiciais e denúncias. Em 2020, apenas 6% das jornalistas e profissionais de mídia tomaram medidas legais contra agressores, número que subiu para 14% no ano passado.


Esses dados evidenciam a urgência de medidas eficazes para proteger mulheres jornalistas e garantir sua participação segura na vida pública e digital.




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