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Viaduto Santa Tereza: símbolo arquitetônico e literário de Belo Horizonte desde 1929

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Viaduto Santa Tereza: símbolo arquitetônico e literário de Belo Horizonte desde 1929

O Viaduto Santa Tereza, projetado pelo engenheiro Emílio Baumgart, foi inaugurado em 1929 e destacou-se por sua estrutura arrojada de concreto armado, incorporando elementos da linguagem art déco. Desde então, tornou-se um dos símbolos mais relevantes da paisagem urbana da capital mineira.


Carlos Drummond de Andrade exaltou o viaduto em seu poema A Bolsa e a Vida, considerando-o um miradouro da memória e um local privilegiado para contemplar a cidade. Ele protagonizou o que foi chamado de “alpinismo urbano” ao escalar um dos arcos do viaduto, tendo uma vista panorâmica da Belo Horizonte da Belle Époque, marcada pela arquitetura eclética.


O episódio em que Drummond foi abordado pela polícia enquanto estava no ponto mais alto do arco do viaduto, no fim dos anos 1920, é lembrado como o batismo literário da estrutura, que passou a povoar o imaginário dos belo-horizontinos sob novas perspectivas.


Pedro Nava, outro importante escritor mineiro da geração modernista, também viveu intensamente a cidade e descreveu a peripécia de Drummond no viaduto em suas obras publicadas na década de 1970. Nava utilizava o viaduto para acessar o Bairro Floresta, onde residiu, e eternizou o local em registros fotográficos daquela época.


Ao longo das décadas, o Viaduto Santa Tereza permaneceu como um símbolo da cidade, resistindo às transformações urbanas e arquitetônicas que alteraram a homogeneidade da paisagem original de Belo Horizonte.




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