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Estudos indicam secas mais longas e alteração no padrão de chuvas na Amazônia

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Estudos indicam secas mais longas e alteração no padrão de chuvas na Amazônia

Pesquisas recentes lideradas por cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais apontam prolongamento da estação seca e aumento da degradação florestal na Amazônia, com riscos elevados à biodiversidade e aos recursos hídricos.


Os estudos utilizam modelos climáticos regionais e destacam a possibilidade de intensificação rápida do quadro, especialmente diante da perspectiva de um fenômeno El Niño intenso, que pode elevar a temperatura em mais de 2 °C acima da média e alterar o regime de chuvas globalmente. Uma das pesquisas indica que a estação seca na Amazônia pode se estender de quatro para até seis meses, com déficit hídrico superior a 150 milímetros, além de maior instabilidade climática e aumento dos eventos extremos fora do padrão sazonal.


Outra pesquisa analisou a seca ocorrida entre 2023 e 2024, período em que o Brasil foi fortemente afetado pelo El Niño, e registrou crescimento médio de 9% nas áreas queimadas e 19% nos alertas de degradação florestal, com até 4,2 milhões de hectares impactados por fogo no pico da seca. O ciclo seca-fogo-degradação tem se fortalecido, reduzindo a capacidade de recuperação do ecossistema.


Os estudos ressaltam que, em cenários de altas emissões de gases de efeito estufa, a intensificação dos déficits hídricos e o prolongamento da estação seca devem causar maior mortalidade de árvores, degradação florestal, perda de biodiversidade e redução da capacidade da Amazônia como sumidouro de carbono, reforçando um ciclo de retroalimentação entre degradação e aquecimento global.


Os pesquisadores recomendam a adoção de análises integradas que considerem mudanças no uso da terra, anomalias na circulação atmosférica e interações entre incêndios e secas, além de uma governança integrada do fogo que incorpore indicadores climáticos, sistemas de alerta e estratégias de mitigação e adaptação para enfrentar os impactos das mudanças climáticas na região.


Os resultados das pesquisas destacam a urgência de políticas integradas e iniciativas para combater as mudanças climáticas e proteger a floresta amazônica, diante do agravamento dos eventos extremos e da degradação ambiental.




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