Publicidade

Reajuste no preço do cigarro é insuficiente para frear consumo, alerta pneumologista

evwbr.github.io
Reajuste no preço do cigarro é insuficiente para frear consumo, alerta pneumologista

O governo federal elevou o preço mínimo do cigarro de R$ 6,50 para R$ 7,50 como compensação pela redução de impostos sobre combustíveis. A pneumologista Daniela Campos, diretora da Sociedade Goiana de Pneumologia, considera o valor baixo e insuficiente para conter o consumo.


O Brasil registra 177 mil mortes anuais relacionadas ao tabaco e voltou a apresentar aumento no número de fumantes pela primeira vez em 20 anos, consolidando-se como o terceiro mercado mais barato da América do Sul para o produto.


A médica alerta que o baixo custo favorece a iniciação de novos fumantes, especialmente jovens, e destaca que o cigarro eletrônico, com sabores como baunilha e chocolate, atrai crianças de 13 a 17 anos, com 8% dessa faixa etária fumando.


Mais de 50% dos cigarros consumidos no país são contrabandeados, o que mantém o preço do cigarro legalizado baixo para competir com o produto ilegal, consumido principalmente por população de média e baixa renda.


O cigarro eletrônico é usado em festas e baladas, apesar de proibido por lei, e libera metais pesados e partículas que prejudicam tanto o fumante quanto terceiros. A pneumologista cita doenças graves causadas pelo tabaco convencional e pelo eletrônico, como enfisema, câncer, infarto, AVC e EVALI.


O SUS gasta cerca de R$ 53 bilhões com doenças relacionadas ao tabaco, mas a arrecadação de impostos cobre apenas 5% desse valor. Para reverter o quadro, a especialista defende aumento significativo no preço do cigarro, campanhas de conscientização, combate ao contrabando e fiscalização rigorosa do cigarro eletrônico, cuja comercialização é proibida pela Anvisa.




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.