Publicidade

Justiça do Rio de Janeiro tem decisões divergentes sobre intervenções em bens tombados

evwbr.github.io
Justiça do Rio de Janeiro tem decisões divergentes sobre intervenções em bens tombados

Em um intervalo de doze dias, a Justiça do Rio de Janeiro proferiu duas decisões opostas sobre intervenções da iniciativa privada em bens tombados, envolvendo o Jardim de Alah e o Pão de Açúcar.


No caso do Jardim de Alah, a Justiça autorizou a retomada das obras que incluem a construção de 58 lojas e um estacionamento com 228 vagas, apesar do corte de dezenas de árvores e da impermeabilização do solo. O projeto foi considerado uma revitalização, e o parecer do órgão federal responsável pela proteção do patrimônio cultural indicou ausência de oposição, afirmando que não haveria danos permanentes à ambiência do conjunto paisagístico da Lagoa Rodrigo de Freitas, que possui tombamento federal. Contudo, o tombamento do Jardim de Alah é municipal, e o órgão responsável por esse tombamento não teve sua atuação questionada na decisão.


Já no caso da tirolesa no Pão de Açúcar, com 95% das obras concluídas, a Justiça determinou a paralisação imediata do empreendimento devido a cortes irreversíveis na pedra da montanha, objeto do tombamento. A decisão apontou falhas graves na atuação do órgão federal de proteção ao patrimônio, que teria concedido licença sem amplo debate público e fiscalizado inadequadamente a obra. O órgão e a empresa responsável foram condenados a pagar indenização por danos morais no valor de R$ 30 milhões, destinados ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos.


Enquanto o juiz responsável pela decisão do Pão de Açúcar criticou a atuação do órgão de proteção ao patrimônio, a 6ª Vara de Fazenda Pública aprovou a intervenção no Jardim de Alah sem questionar a competência do órgão municipal responsável pelo tombamento local. O Ministério Público do Rio de Janeiro recorreu da decisão sobre o Jardim de Alah, apontando a falta de produção de provas técnicas que esclareçam os danos ambientais e ao patrimônio, e aguarda análise do Superior Tribunal de Justiça.


As decisões refletem abordagens distintas da Justiça em relação à preservação do patrimônio tombado no Rio de Janeiro, destacando questões sobre a atuação dos órgãos de proteção e a necessidade de avaliações técnicas aprofundadas.




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.