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Marcha indígena pressiona por demarcação de terras

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Marcha indígena pressiona por demarcação de terras

A tradicional marcha indígena realizada nesta terça-feira (7) concentrou-se na pressão pela demarcação de territórios. O movimento saiu do Eixo Cultural Ibero-Americano e seguiu até próximo ao Congresso Nacional, reunindo milhares de manifestantes contra o Marco Temporal e a exploração dos recursos naturais nas terras indígenas.


Durante a marcha, um crânio gigante simbolizava a morte causada pela mineração, exploração de água e energia nos territórios indígenas. O povo Pataxó, liderado pelo cacique Fred, destacou a violência sofrida há anos na região do sul da Bahia, onde lideranças indígenas enfrentam perseguições e prisões políticas para tentar impedir a luta pelos seus direitos.


César Maiurina, do povo Maiuruna do Vale do Javari, pediu segurança pública para a região que sofre com garimpos e pesca ilegais na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. Já Cremilda Wassu Cocal, de Alagoas, trouxe demandas relacionadas à saúde, educação e território, ressaltando os retrocessos políticos enfrentados pela nação indígena.


No Mato Grosso, o povo Tapirapé enfrenta pressão de fazendeiros em um estado dominado pelo agronegócio. Reginaldo Tapirapé destacou os conflitos e a criminalização das lideranças indígenas, além da ameaça representada pelo uso de agrotóxicos à integridade física das comunidades.


Está prevista uma segunda marcha para quinta-feira (9), que seguirá em direção ao Palácio do Planalto para reforçar a cobrança das demarcações. O Acampamento Terra Livre, que inclui as manifestações, termina no sábado (11).


A mobilização indígena segue firme na luta por direitos e demarcação de terras, com atividades previstas até o fim do Acampamento Terra Livre.




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