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Obras paradas da Construtora Inti geram preocupação na Gávea e em outros bairros do Rio

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Obras paradas da Construtora Inti geram preocupação na Gávea e em outros bairros do Rio

O prédio Dumont 52, com obras interrompidas desde setembro do ano passado, evidencia a crise enfrentada pela Construtora Inti, que acumula paralisações em sete empreendimentos de alto padrão na Zona Sul do Rio de Janeiro.


O edifício Dumont 52, localizado na Praça Santos Dumont, na Gávea, está com as obras paralisadas desde setembro do ano passado. A construção de quatro andares enfrenta atrasos no Habite-se, cuja emissão ocorreu muito além do prazo inicialmente previsto para novembro de 2025. Moradores da região manifestam preocupação com a segurança, temendo quedas de andaimes desgastados em ventanias, além da possível falta de vistorias adequadas para garantir a integridade das estruturas.


A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento informou que a obra possui licença válida até junho de 2026 e que a fiscalização municipal se limita à legalidade, não ao ritmo da construção. Assim, a paralisação não configura infração, desde que o tapume esteja em condições seguras. Os imóveis do Dumont 52 foram comercializados por valores mínimos de R$ 2 milhões, mas a Inti enfrenta dificuldades em diversas frentes, com sete empreendimentos paralisados em bairros como Botafogo, Urca, Leblon e Gávea, com períodos médios de interrupção de até cinco meses.


Compradores se reuniram para discutir estratégias diante da crise, constatando que 80% já quitaram suas unidades. A insatisfação aumentou após declarações do sócio-diretor da Inti, que admitiu a incapacidade da empresa de concluir os projetos. A construtora defende que atua sob o regime de obra por administração, no qual os compradores são proprietários dos imóveis e a empresa presta serviço de construção, diferentemente do modelo clássico de incorporação.


Fontes do mercado imobiliário apontam que a Inti pode estar enfrentando dificuldades financeiras relacionadas a empréstimos contratados a taxas acima da média de mercado, o que explicaria os atrasos nas obras. A empresa é reconhecida pela qualidade de suas construções, mas atualmente enfrenta questionamentos quanto à continuidade dos seus projetos.


A situação da Construtora Inti evidencia desafios no setor imobiliário de alto padrão no Rio de Janeiro, com impactos diretos para compradores e moradores das regiões afetadas, que buscam soluções para a conclusão das obras e garantia de segurança.




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