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Acampamento Terra Livre reúne mais de mil indígenas baianos em Brasília para debater demarcação e segurança

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Acampamento Terra Livre reúne mais de mil indígenas baianos em Brasília para debater demarcação e segurança

O Acampamento Terra Livre (ATL) começou no domingo, 5, em Brasília, reunindo milhares de lideranças indígenas de todo o Brasil para discutir o futuro dos territórios originários e da democracia. O evento ocorre no Eixo Cultural Ibero-Americano até o dia 11 de outubro, com o tema “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós”.


A Bahia destaca-se pela forte mobilização, com mais de 1.050 indígenas de 34 povos presentes, além de representantes de comunidades tradicionais e povos de matriz africana. O coordenador-geral do Movimento Unido dos Povos e Organizações Indígenas da Bahia (Mupoiba), Agnaldo Pataxó Hã-Hã-Hãe, ressaltou a dimensão política e simbólica do encontro, que reúne mais de 380 povos para dialogar sobre diversas lutas, desde locais até nacionais.


A pauta do ATL vai além do Marco Temporal, abrangendo várias frentes de enfrentamento, incluindo diálogo com os poderes legislativo, executivo e judiciário sobre leis, marcos regulatórios e políticas públicas relacionadas aos povos indígenas.


Um dos temas críticos levantados pelas lideranças baianas é a segurança nos territórios, com denúncias contra o Movimento Invasão Zero (MIZ), grupo fundado na Bahia que assessora produtores rurais em disputas por terra e que, A insegurança é apontada como reflexo da ausência de demarcações, com muitas lideranças presas e perseguidas.


No campo jurídico, o Ministério Público Federal afirmou não haver impedimentos técnicos ou jurídicos para o reconhecimento das Terras Indígenas Barra Velha do Monte Pascoal e Tupinambá de Belmonte, no sul da Bahia. As áreas somam mais de 60 mil hectares e aguardam apenas a assinatura das portarias declaratórias pelo Ministério da Justiça. A demora na formalização aumenta conflitos e ameaças às comunidades.


A programação do ATL inclui marchas, plenárias e articulações políticas, como a marcha “Congresso inimigo do povo: nosso futuro não está à venda” no dia 7 e a mobilização “Demarca, Lula” no dia 9. Lideranças também discutem memória histórica, participação política nas eleições de 2026 e atuação internacional do movimento.




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