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Dona Idalina e Brasiliana: guardiãs da igreja de Nossa Senhora da Boa Morte em Goiás

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Dona Idalina e Brasiliana: guardiãs da igreja de Nossa Senhora da Boa Morte em Goiás

Dona Idalina de Roque e Brasiliana moravam próximas à igreja de Nossa Senhora da Boa Morte, na entrada da Rua da Fundição, também chamada de Luiz do Couto. Elas eram responsáveis por lavar, passar, costurar e reparar as alfaias e demais objetos litúrgicos da igreja.


Além dos cuidados com os objetos, as duas mulheres atuavam como verdadeiros anjos-da-guarda dos padres, auxiliando-os em tudo que necessitassem. Dona Idalina, já idosa, sofria de úlceras varicosas e erisipela, e costumava ficar sentada numa cadeira baixa na sala de jantar para observar quem chegasse à porta.


Brasiliana, uma mulher alta e magra com cabelos prateados, passava a maior parte do tempo engomando as toalhas de altar, alvas, amitos, corporais, sanguíneos, dalmáticas, casulas, estolas, manípulos e capas de asperge, realizando um trabalho intenso e contínuo.


As duas também confeccionavam verônicas de açúcar e puxas de rapadura, concorrendo com as fabricadas por Dona Olinda Bueno, vizinha do consultório do tio-avô do autor do texto.


A morte de Dona Idalina causou comoção na cidade, pois ela era reconhecida pela simpatia e bondade. Padres estrangeiros, como Cirilo, Pedro, Angelino e Luiz, lamentaram profundamente a perda daquela que consideravam como uma mãe.




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