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52% dos brasileiros estão insatisfeitos com aéreas; atrasos e cancelamentos pesam

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52% dos brasileiros estão insatisfeitos com aéreas; atrasos e cancelamentos pesam

A pesquisa global da AirHelp revela que 52% dos consumidores no Brasil afirmam não receber suporte adequado das companhias aéreas em situações de atrasos e cancelamentos, índice superior à média global de 40%. O Brasil também apresenta números maiores que a União Europeia (43%), Reino Unido (28%) e Estados Unidos (30%).


O levantamento aponta que metade dos passageiros brasileiros desconhece as regulamentações que os protegem, contra 35% da média mundial. Apenas 27% relatam ter sido informados pelas companhias sobre seus direitos durante interrupções, número semelhante ao do Reino Unido e superior ao dos Estados Unidos (22%).


No aspecto financeiro, 88% dos passageiros brasileiros afirmaram ter tido despesas adicionais devido a atrasos ou cancelamentos, enquanto 20% perderam valores já pagos, como hospedagem reservada. Outros 7% relataram perda de renda por compromissos profissionais não cumpridos.


Apesar dos prejuízos, 39% dos consumidores não buscaram compensação por desconhecerem seus direitos, e 22% desistiram por considerarem o processo burocrático. O impacto emocional também é alto, com 79% relatando estresse e frustração, acima da média global de 68%.


Os problemas mais comuns enfrentados pelos passageiros brasileiros são atrasos superiores a duas horas (54%), cancelamentos (16%) e extravio ou danos à bagagem (14%). Luciano Barreto, diretor-geral da AirHelp no Brasil, destaca a necessidade de as companhias aéreas melhorarem a relação com os consumidores no país.


A legislação brasileira, composta pelo Código de Defesa do Consumidor e pelas normas da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), garante proteção aos passageiros em voos domésticos e internacionais que partem ou chegam ao país. Interrupções como atrasos superiores a três horas, cancelamentos sem justificativa de força maior e overbooking podem gerar direito à indenização, inclusive por danos morais, que podem chegar a até R$ 10 mil por pessoa.




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