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Antropólogo denuncia abandono cultural das vítimas do desastre do Césio-137 em Goiânia

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Antropólogo denuncia abandono cultural das vítimas do desastre do Césio-137 em Goiânia

O antropólogo urbano Jorge Cordeiro denunciou o abandono cultural das vítimas do desastre radiológico com Césio-137, ocorrido em 1987, cujos corpos estão sepultados no Cemitério Parque Goiânia, localizado no Setor Gentil Meireles.


Nas redes sociais, Cordeiro descreveu o cenário de descaso do poder público com a memória das quatro vítimas enterradas no local: Leide das Neves Ferreira, de 6 anos; Maria Gabriela Ferreira, de 37; Israel Baptista dos Santos, de 22; e Admilson Alves de Souza, de 18.


Embora os túmulos estejam preservados, não há nenhuma identificação, marcador histórico ou placa que sinalize a relevância daquele espaço para a história da tragédia, Ele afirmou que não existe mapa no cemitério nem qualquer indicação sobre os túmulos.


O mesmo descaso ocorre em outros locais atingidos pelo acidente, como o antigo ferro-velho de Devair Alves, na Rua 26-A, atual Rua D. Francisca de Costa Cunha Dom Tita, no Setor Aeroporto, que foi um dos epicentros da tragédia e também não possui marcador histórico.


Cordeiro relaciona esses casos a uma cultura mais ampla de invisibilização de tragédias no Brasil, que impede a elaboração do luto, especialmente entre grupos vulneráveis, e critica a lógica colonizadora que a sociedade brasileira reproduz diante da própria história.


Ele também aponta que a dinâmica partidária atua como vetor de dominação social, utilizando educação e cultura como instrumentos de manutenção de poder, o que contribui para a estratégia de apagamento histórico, desinformação e desvalorização dos veículos de comunicação críticos.




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