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Plano Collor: 36 anos do confisco que congelou as poupanças dos brasileiros

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Plano Collor: 36 anos do confisco que congelou as poupanças dos brasileiros

Na véspera do anúncio do Plano Collor, o Brasil havia empossado Fernando Collor de Mello, o primeiro presidente eleito pelo voto direto desde 1960, após duas décadas de ditadura militar e uma longa transição democrática.


O Plano Collor consistiu em congelar contas correntes, cadernetas de poupança e aplicações financeiras acima de um limite mínimo, retendo os valores por 18 meses e permitindo movimentação apenas de pequenas quantias.


A medida foi adotada para combater a hiperinflação que atingia o país, com índices superiores a 80% ao mês, resultado de uma crise fiscal profunda, dívida externa elevada e sucessivos planos econômicos fracassados na década de 1980.


O congelamento dos depósitos causou efeitos imediatos e devastadores: empresas perderam capital de giro, comerciantes não conseguiram repor estoques e consumidores tiveram sua capacidade de compra reduzida, levando a uma recessão profunda.


O Plano Collor reduziu temporariamente a inflação, mas não solucionou os problemas estruturais, e a inflação voltou a crescer. Em 1992, o governo Collor sofreu impeachment devido a denúncias de corrupção.


A hiperinflação brasileira só foi derrotada em 1994 com o Plano Real, que adotou uma estratégia gradual e sem confisco, reorganizando as finanças públicas e criando uma moeda de transição para restaurar a credibilidade econômica.




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