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Jornalistas sofrem ameaças em hospital onde Bolsonaro está internado

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Jornalistas sofrem ameaças em hospital onde Bolsonaro está internado

Entidades que representam jornalistas brasileiros repudiaram agressões e ameaças contra profissionais que trabalham em frente ao hospital onde o ex-presidente Jair Bolsonaro está internado em Brasília. As organizações exigem proteção e apuração rigorosa dos ataques para garantir a segurança e a liberdade de imprensa.


A Federação Nacional dos Jornalistas, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal divulgaram notas cobrando medidas de proteção aos trabalhadores da imprensa. As entidades destacaram que o Estado tem o dever de garantir segurança em locais públicos e de interesse jornalístico, solicitando reforço policial na frente do hospital para impedir cerceamento e agressões por parte de militantes.


Vídeos e fotos de familiares de jornalistas têm sido usados para intimidar e assediar os profissionais, o que foi classificado como gesto irresponsável pela Abraji. A associação criticou parlamentares e figuras públicas que divulgaram esses conteúdos sem verificação, afirmando que tais atitudes representam um ataque direto à liberdade de imprensa e à democracia.


As entidades também exigem que as empresas de jornalismo ofereçam condições adequadas para o trabalho dos seus empregados, incluindo apoio jurídico e a possibilidade de afastamento do hospital caso não se sintam seguros. A Fenaj e o sindicato pedem que as autoridades policiais e o Ministério Público identifiquem e punam os responsáveis pelas ameaças virtuais e pela exposição indevida de dados dos profissionais.


Jair Bolsonaro está internado na Unidade de Terapia Intensiva do hospital DF Star desde a manhã da última sexta-feira, tratando uma infecção bacteriana bilateral de provável origem aspirativa. Os médicos decidiram ampliar a dosagem de antibióticos, e ainda não há previsão para sua transferência para um quarto ou retorno ao Complexo Penitenciário da Papuda, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão.


As entidades reafirmam que a liberdade de imprensa é fundamental para a democracia e não aceitarão intimidações contra os profissionais de jornalismo.

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