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Manifestantes protestam em Brasília contra projeto que envolve área ambientalmente sensível na Serrinha do Paranoá

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Manifestantes protestam em Brasília contra projeto que envolve área ambientalmente sensível na Serrinha do Paranoá

Ambientalistas e representantes civis realizaram ato no Eixo Rodoviário Sul em defesa da Serrinha do Paranoá, área de relevância ecológica e hídrica no Distrito Federal, ameaçada por projeto que prevê uso de imóveis públicos como garantia para empréstimos ao Banco de Brasília.


Localizada entre as regiões administrativas do Varjão e do Paranoá, a Serrinha do Paranoá é uma extensa área de cerrado nativo com zonas de recarga hídrica e escarpas com elevada concentração de nascentes. A região abriga ao menos 119 minas d'água que contribuem para o abastecimento do Lago Paranoá, manancial estratégico para parte da população local. O governo do Distrito Federal reconhece a importância da área e iniciou um projeto para plantar mudas de espécies nativas visando conservar o solo e aumentar a produção de água.


Apesar da relevância ambiental, a Câmara Legislativa aprovou e o governador Ibaneis Rocha sancionou um projeto que autoriza o governo a contratar empréstimos emergenciais para reforçar o caixa do Banco de Brasília, oferecendo até nove imóveis públicos como garantia, incluindo uma área de 716 hectares na Serrinha do Paranoá, avaliada em cerca de R$ 2,2 bilhões. O banco estatal enfrenta crise de confiança e problemas de liquidez relacionados à compra de carteiras de crédito e ativos de baixa liquidez.


Moradores e ambientalistas alertam que a construção de condomínios na região pode comprometer as nascentes e a recarga do lençol freático, colocando em risco o abastecimento de água. A presidente da Associação Preserva Serrinha destacou que a área não suporta a impermeabilização e criticou o governo por tentar minimizar os impactos ambientais. A preocupação com a Serrinha também foi manifestada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente, que aprovou moção de apoio à preservação integral da região.


Especialistas ressaltam que a medida transfere para toda a população do Distrito Federal o custo ambiental e social para capitalizar o banco estatal, evidenciando um conflito entre interesses ambientais e especulação imobiliária.


O debate sobre o futuro da Serrinha do Paranoá evidencia a tensão entre a preservação ambiental e as demandas financeiras do governo local, com mobilizações da sociedade civil em defesa da conservação da área.

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