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Pequeno aumento na velocidade eleva mortes no trânsito

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Pequeno aumento na velocidade eleva mortes no trânsito

A Associação Brasileira de Medicina de Tráfego alerta que aumentar a velocidade permitida em uma via em apenas 5% pode elevar em até 20% o número de mortes entre os usuários. A nova diretriz Tolerância Humana a Impactos reforça a importância de considerar os limites biomecânicos do corpo humano nas políticas públicas de trânsito.


O documento destaca que a energia liberada em acidentes cresce exponencialmente com a velocidade, ultrapassando rapidamente a capacidade do corpo humano de absorver impactos, especialmente entre pedestres, ciclistas e motociclistas. Pequenas reduções na velocidade geram quedas significativas no risco de morte, enquanto aumentos modestos elevam de forma desproporcional a gravidade dos sinistros.


A diretriz chama atenção para o impacto da expansão da frota de SUVs e veículos com frente elevada, que aumentam o risco de lesões fatais para pedestres e ciclistas mesmo em velocidades moderadas. Dados recentes indicam que pedestres, ciclistas e motociclistas respondem por mais de três quartos das internações hospitalares relacionadas ao trânsito, cenário agravado pela combinação de alta velocidade, infraestrutura inadequada e baixa proteção física.


Além disso, a diretriz aborda a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação sem exames de aptidão física e mental, ressaltando a necessidade de avaliações periódicas e individualizadas pelo médico do tráfego. Condições clínicas como envelhecimento, doenças neurológicas e cardiovasculares reduzem a tolerância humana a impactos e desaceleração, tornando a aptidão para dirigir variável ao longo do tempo.


Recomendações para gestores públicos, instituições de ensino e sociedade incluem a adoção de limites de velocidade compatíveis com a tolerância humana, políticas permanentes de gestão da velocidade e campanhas educativas. A diretriz enfatiza que decisões sobre trânsito não podem se basear apenas na fluidez ou conveniência administrativa, mas devem priorizar a segurança e os limites biológicos.


A diretriz reforça a importância de políticas públicas que respeitem os limites humanos para reduzir mortes e sequelas graves no trânsito.




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