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Cruz Vermelha no Largo do Campo Grande: espaço de estudo e lazer na Salvador dos anos 1970

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Cruz Vermelha no Largo do Campo Grande: espaço de estudo e lazer na Salvador dos anos 1970

Durante a semana, crianças frequentavam a Escola Cruzeiro da Vitória, localizada no prédio da Cruz Vermelha, onde formavam fila na porta principal para entrar nas aulas. O local, fundado em 1883 como o primeiro clube carnavalesco da cidade, era símbolo de disciplina e tradição.


À noite e nos finais de semana, o mesmo prédio se transformava em espaço de lazer para a juventude trabalhadora do centro de Salvador, incluindo os irmãos do narrador, que participavam dos bailes e eventos musicais. O clube rivalizava com os bailes do Fantoches da Euterpe, no bairro Dois de Julho.


O acesso ao clube era controlado, exigindo boa apresentação dos frequentadores. Jorge, um dos irmãos, trabalhou como percussionista em bailes de Carnaval, com apoio do pai, trombonista de uma orquestra que atuava no local.


Além dos bailes, o Cruz Vermelha promovia shows nos finais de semana e era um ponto de encontro para jovens de diferentes classes sociais, incluindo empregadas domésticas do interior que trabalhavam na região.


O clube permitia a permanência de menores até as 22 horas, horário de encerramento da matinê, mas a fiscalização era flexível. Quem não podia entrar no clube frequentava a Sorveteria Campo Grande, conhecida por seus produtos e ambiente mais sofisticado no primeiro andar.


O Largo do Campo Grande era um centro de sociabilização popular, com transporte coletivo intenso e opções de lazer como sorveteria, lanchonete, carrossel e carros bate-bate, atraindo famílias de baixa renda e jovens durante o verão.




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