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Justiça bloqueia ações do BRB em investigação sobre Banco Master

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Justiça bloqueia ações do BRB em investigação sobre Banco Master

A Justiça do Distrito Federal determinou o bloqueio e arresto de ações do Banco de Brasília (BRB) ligadas a investigados na Operação Compliance Zero, que apura irregularidades envolvendo o Banco Master. A medida liminar impede a alienação de ativos avaliados em cerca de R$ 376,4 milhões.


O pedido de bloqueio foi feito pelo próprio BRB e atinge participações acionárias vinculadas a pessoas físicas, fundos de investimento e empresas, entre elas Deneb Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, Borneo Fundo de Investimento, Siracusa Fundo de Investimento, Delta Fundo de Investimento, Asterope Fundo de Investimento, Blue Solutions Asset Management e Casamata Administração e Participações. O processo corre sob sigilo, mas o BRB divulgou fato relevante informando o ajuizamento do pedido.


O BRB declarou que os empresários investigados ingressaram no capital social do banco de forma ilegal. A instituição enviou à Polícia Federal um relatório preliminar da investigação interna, conduzida pelo escritório Machado Meyer com apoio da consultoria Kroll. A apuração faz parte da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2025.


A investigação envolve a aquisição pelo BRB de mais de R$ 12 bilhões em carteiras do Banco Master, com indícios de fraude e prejuízo estimado inicialmente em pelo menos R$ 5 bilhões. O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi afastado e demitido em decorrência das investigações. Em setembro de 2025, o Banco Central rejeitou oficialmente a compra do Banco Master pelo BRB, que já enfrentava resistência devido ao modelo de captação e qualidade dos ativos.


Com a rejeição da compra e o avanço das investigações, o BRB busca recompor sua liquidez e índices de capitalização, além de assegurar eventual ressarcimento judicial dos prejuízos. O Ministério Público Federal havia recomendado que o banco comprovasse a lisura e fidedignidade dos ativos antes da aquisição, alertando para possíveis passivos ocultos e ativos inflados.


O caso segue em investigação e o BRB continua adotando medidas para proteger seus interesses e buscar a reparação dos prejuízos.




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