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Copom mantém juros e alerta para riscos elevados à inflação em cenário de desaceleração econômica

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Copom mantém juros e alerta para riscos elevados à inflação em cenário de desaceleração econômica

O Copom avaliou que a inflação ainda permanece acima do limite superior da meta, apesar da desaceleração da atividade econômica. As projeções indicam que a inflação deve ficar em 5,1% neste ano, 3,8% em 2027 e 3,2% no primeiro trimestre de 2028, com expectativas de 5% para 2026 e 4,2% para 2027, pesquisa Focus.


O comitê identificou uma moderação gradual da atividade econômica, com diferenças entre os setores, e destacou a manutenção de um mercado de trabalho aquecido. Entre os riscos para a inflação, estão a persistência das expectativas acima da meta, a resistência da inflação de serviços, uma possível desvalorização prolongada do real e estímulos ao consumo que podem manter a atividade acima do potencial da economia.


Além disso, o Copom mencionou incertezas relacionadas aos conflitos no Oriente Médio, a política monetária de economias avançadas e a volatilidade dos preços de ativos, petróleo e outras commodities. A extensão total do ciclo de redução dos juros não foi antecipada, e as próximas decisões dependerão dos indicadores de inflação, atividade econômica, expectativas e política fiscal.


A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) considerou o corte apropriado, mas ressaltou que os juros ainda mantêm o crédito restritivo para empresas e famílias, defendendo avanços no equilíbrio das contas públicas para permitir taxas menores de forma duradoura. A Fecomércio-RS avaliou que a decisão era esperada e representa algum alívio para empresas e consumidores, mas destacou que os juros permanecem estruturalmente elevados e defendeu um ajuste fiscal focado nas despesas.




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