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Fiocruz concede título póstumo a cientistas cassados na ditadura

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Fiocruz concede título póstumo a cientistas cassados na ditadura

Mais de 50 anos após o Massacre de Manguinhos, a Fiocruz concedeu nesta quarta-feira o título póstumo de pesquisador emérito a dez cientistas cassados pelo regime militar. A homenagem também celebrou os 40 anos da reintegração desses profissionais, reconhecendo suas contribuições para a ciência no Brasil.


O episódio ocorreu em 1970, quando dez cientistas da Fiocruz tiveram seus direitos políticos cassados com base no Ato Institucional Nº 5, que marcou o início da fase mais dura da ditadura militar no país. A medida interrompeu pesquisas e bloqueou a participação desses profissionais em projetos científicos e na formação de alunos, prejudicando a produção científica brasileira.


Rivaldo Venâncio, chefe de gabinete da Fiocruz, ressaltou o impacto negativo do Massacre de Manguinhos para a ciência nacional. Ele destacou que a cassação impediu o avanço de pesquisas individuais e coletivas dentro da fundação, afetando o desenvolvimento científico do país por um longo período.


A entrega do título póstumo ocorreu no Dia Nacional da Saúde, data que celebra o nascimento do médico sanitarista Oswaldo Cruz, líder no combate às epidemias no Brasil. Essa data tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância da educação sanitária e de um estilo de vida saudável.


A homenagem reforça o reconhecimento da Fiocruz à trajetória desses cientistas e sua contribuição fundamental para a ciência e a saúde pública brasileiras.




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