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Brasil defende soberania digital em debate global sobre governança da inteligência artificial

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Brasil defende soberania digital em debate global sobre governança da inteligência artificial

A iniciativa chinesa de governança da inteligência artificial, anunciada em julho com sede em Xangai, contrasta com o projeto dos Estados Unidos, chamado Pax Silica, que reúne aliados para controlar cadeias de suprimentos essenciais à tecnologia, como semicondutores, minerais críticos e energia.


O governo brasileiro defende que o país não pode depender exclusivamente de modelos estrangeiros, sejam chineses ou ocidentais, e mantém diálogo com diversas iniciativas para alcançar soberania digital. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem enfatizado que a inteligência artificial não deve ser privilégio de poucos países nem instrumento de manipulação nas mãos de bilionários.


Em fóruns multilaterais, Lula defende a criação de uma governança intergovernamental da inteligência artificial, com assento para todos os Estados. Especialistas destacam que a IA será uma tecnologia transversal à economia, comparável à eletricidade e à internet.


O subsecretário de Estado dos EUA para Assuntos Econômicos, Jacob Helberg, criticou o conceito de soberania digital, argumentando que os países terão mais benefícios ao aproveitar as infraestruturas já estabelecidas pelas grandes empresas de tecnologia americanas, que estariam inventando o futuro enquanto outros tentam reconstruir o presente.




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