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Desigualdade limita mobilidade social no Brasil

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Desigualdade limita mobilidade social no Brasil

Quase metade das crianças mais pobres do Brasil têm 48% de chances de permanecer na pobreza na vida adulta, O estudo revela que a mobilidade entre classes sociais é baixa, especialmente para mulheres e pessoas pretas e pardas, enquanto filhos de famílias ricas têm maior probabilidade de manter ou aumentar sua renda.


O Atlas da Mobilidade Social mostra que 48% dos filhos de famílias entre os 25% mais pobres continuam pobres na vida adulta, indicando uma forte persistência da pobreza. Por outro lado, 56, 5% dos filhos das famílias mais ricas permanecem nesse grupo, e quase 31% conseguem alcançar os 10% mais ricos, evidenciando uma sociedade estratificada em termos de renda.


A desigualdade é ainda mais acentuada para mulheres e para pretos e pardos. Apesar das mulheres apresentarem níveis de escolaridade superiores aos dos homens, elas enfrentam dificuldades maiores para ingressar no mercado de trabalho, com participação e salários menores. Para pretos e pardos, a escolaridade geralmente é inferior à dos brancos, o que dificulta a inserção no mercado.


O estudo também destaca que municípios com melhores indicadores de saúde, educação e mercado de trabalho, como as grandes capitais e regiões do centro-sul, oferecem maiores chances de mobilidade social. A educação é apontada como o principal fator associado à ascensão social, mas boas condições de saúde e mercado de trabalho também são essenciais para melhorar as oportunidades.


Investir em educação, saúde e mercado de trabalho é fundamental para ampliar a mobilidade social e reduzir as desigualdades no país.




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