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Ditadura de Stroessner no Paraguai durou 35 anos

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Ditadura de Stroessner no Paraguai durou 35 anos

A ditadura militar liderada por Alfredo Stroessner no Paraguai durou 35 anos, de 1954 a 1989, sendo a mais longa da América do Sul. Durante esse período, milhares de pessoas foram presas arbitrariamente, torturadas, mortas ou exiladas, com grupos LGBTQI+ entre os mais afetados pelas violações.


O regime de Stroessner foi marcado por graves violações dos direitos humanos. Quase 20 mil pessoas foram presas de forma ilegal ou arbitrária, enquanto 19 mil sofreram tortura. Além disso, 60 pessoas foram assassinadas durante o governo militar, que se estendeu por mais de três décadas.


O impacto do regime também se refletiu no exílio de 3, 5 mil paraguaios, que foram forçados a deixar o país para escapar da repressão. A Comissão da Verdade e Justiça do Paraguai, que divulgou esses dados em 2003, destacou que os grupos LGBTQI+ foram especialmente perseguidos e sofreram diversas formas de violência e discriminação.


A ditadura de Stroessner permanece como um dos períodos mais sombrios da história do Paraguai, evidenciando a longa duração da repressão e o sofrimento causado a milhares de cidadãos. A memória dessas violações é fundamental para a compreensão dos direitos humanos na região.


Esses dados reforçam a importância de lembrar e reconhecer as violações cometidas durante a ditadura para a construção de uma sociedade mais justa.




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