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Leilão da antiga sede dos Correios no Centro do Rio tem lance inicial de R$ 53,6 milhões

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Leilão da antiga sede dos Correios no Centro do Rio tem lance inicial de R$ 53,6 milhões

Está marcado para esta quinta-feira o leilão online do edifício histórico dos Correios, localizado no Centro do Rio de Janeiro, com lance inicial de R$ 53,6 milhões.


O leilão da antiga sede dos Correios será realizado exclusivamente pela internet, na plataforma da VIP Leilões. O prédio, construído em 1878 durante o reinado de Dom Pedro II, foi o primeiro grande edifício brasileiro projetado para concentrar os serviços postais.


Ao longo de quase 150 anos, o edifício permaneceu associado à imagem dos Correios e acompanhou as transformações das comunicações no país, atravessando o Império, a República e a era digital. Localizado na Praça XV, o imóvel ocupa um quarteirão inteiro delimitado pelas ruas Primeiro de Março, do Rosário, Visconde de Itaboraí e pela Travessa Tocantins.


Com cerca de 9.060 metros quadrados de área construída em um terreno de 1.585 metros quadrados, o prédio integra um dos conjuntos arquitetônicos mais importantes do Centro Histórico do Rio, vizinho ao CCBB e à Casa Brasil.


Embora faça parte do patrimônio histórico, o edifício pode ser vendido. O tombamento protege suas características arquitetônicas e culturais, mas não impede a transferência de propriedade. O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ) destaca que o instrumento de preservação garante a proteção do imóvel, independentemente do novo proprietário.


O comprador poderá utilizar, alugar ou revender o imóvel, desde que respeite as regras de preservação. Intervenções, reformas ou adaptações dependem de autorização dos órgãos responsáveis pelo patrimônio, sendo proibida a descaracterização ou demolição do edifício.


A principal preocupação do CAU/RJ não é a venda em si, mas o destino que será dado ao prédio após o leilão. A presidente em exercício da entidade, Isabel Rocha, ressalta que o processo de venda pública não permite prever quem será o comprador nem qual será a ocupação futura do imóvel. O conselho teme que um novo uso possa impactar a paisagem histórica da Praça XV, embora qualquer projeto de adaptação precise ser aprovado pelos órgãos de preservação do patrimônio.




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