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Brasil avalia novo medicamento injetável para prevenção do HIV

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Brasil avalia novo medicamento injetável para prevenção do HIV

O Brasil analisa a incorporação do Cabotegravir, medicamento injetável para profilaxia pré-exposição ao HIV, que pode ser aplicado a cada dois meses. A proposta está em avaliação pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS e será discutida em agosto durante a Conferência Internacional de Aids.


A Profilaxia Pré-Exposição, conhecida como PrEP, é uma estratégia para evitar a infecção pelo HIV em pessoas que não vivem com o vírus, mas que podem estar expostas. Atualmente, o SUS oferece a PrEP oral, tomada diariamente, e mais de 350 mil pessoas já iniciaram o uso dessa modalidade no Brasil. O novo medicamento, Cabotegravir, tem a vantagem de ser aplicado por injeção a cada dois meses, o que pode aumentar a adesão ao tratamento, conforme estudo da Fiocruz.


Além da PrEP, outras estratégias de prevenção incluem o uso de preservativos, a profilaxia pós-exposição (PEP), testagem rápida e autotestes. Em dezembro do ano passado, o Brasil foi certificado pela Organização Pan-Americana da Saúde como o primeiro país do continente a reduzir a transmissão do HIV de mãe para filho para menos de 2%.


No cenário mundial, o número de mortes relacionadas à Aids caiu 47% em quinze anos, com 570 mil mortes registradas no ano passado nos continentes analisados. Entretanto, a diretora-executiva do Programa da ONU alertou para o risco de retrocessos, já que muitos países de baixa renda dependem de financiamento internacional, que sofreu um corte superior a US$ 1, 5 bilhão, atingindo o menor nível em quase duas décadas.


A avaliação do Cabotegravir pelo SUS representa um avanço importante na prevenção do HIV, ampliando as opções disponíveis para a população brasileira.




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