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Estados Unidos mantêm tarifa diferenciada para açúcar brasileiro e pressionam por acesso ao mercado de etanol

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Estados Unidos mantêm tarifa diferenciada para açúcar brasileiro e pressionam por acesso ao mercado de etanol

A commodity exportada para os Estados Unidos dentro do regime de cotas não será atingida pela nova sobretaxa de 12,5%, que foi aplicada em função de uma investigação sobre trabalho forçado. No entanto, o volume da parcela brasileira na cota tarifária será reduzido de 156 mil toneladas para 100 mil a partir do ano fiscal de 2027, que começa em outubro deste ano.


Dessa forma, o açúcar exportado para os Estados Unidos dentro da cota continuará sujeito à tarifa anterior de 25%. Apenas o volume que ultrapassar esse limite estará sujeito à tarifa majorada de 37,5%, que corresponde à soma da tarifa original com a sobretaxa de 12,5%.


Em relação ao etanol, os Estados Unidos demonstram interesse em obter livre acesso ao mercado brasileiro sem oferecer contrapartidas. Eles enfrentam excesso de etanol devido à falta de avanço no aumento da mistura na gasolina e à força da indústria petrolífera local, e buscam vender o biocombustível para o Brasil, que não tem necessidade de importar esse produto.


As exportações brasileiras de açúcar permanecem sujeitas a cotas, enquanto os Estados Unidos desejam exportar etanol para o Brasil com isenção tarifária. Essa postura é vista como uma imposição, e não como uma negociação, já que o protecionismo parte dos Estados Unidos, que além de manter as cotas para o açúcar, ainda reduziram o volume da cota para o próximo ciclo.


A redução da cota de açúcar de 156 mil para 100 mil toneladas evidencia a postura protecionista dos Estados Unidos, que buscam proteger sua indústria local enquanto pressionam o Brasil para abrir seu mercado de etanol sem reciprocidade.




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